A Teoria Sintética: Genética das
populações e formação de novas espécies
Pibidianos: Géssica Ravanini e
Gleyce Marques
Supervisora: Ivelize Tannure Nascimento
Escola: Instituto Federal do Sul de
Minas - Campus Muzambinho
Data: 07/11/2018
Os alunos do 3° ano do ensino
médio (técnico em agropecuária integrado) seguindo os princípios da teoria
sintética da evolução, aprenderam genética das populações, formação de
novas espécies, e a calcular a frequência de um alelo em uma população
hipotética. A genética de populações nem sempre é atrativa para os alunos,
principalmente por envolver matemática e diversos conceitos. Para despertar o
interesse dos discentes foi elaborada uma metodologia simples e funcional. Segue
abaixo o conteúdo da aula e a dinâmica aplicada.
Conteúdo:
· Evolução: uma mudança na frequência dos alelos da população;
· Fatores que alteram a frequência de um alelo – seleção
natural, mutação, deriva genética, etc.;
· Lei de Hardy-Weinberg – princípios e cálculo da frequência
de um alelo;
· Deriva Genética – relação da deriva genética com a evolução
e comparação com a seleção natural;
· Formação de Novas Espécies;
· Isolamento Geográfico;
· Isolamento Reprodutivo;
· Mecanismos Pré-Zigóticos;
· Mecanismos Pós-Zigóticos;
· Especiação sem isolamento geográfico.

Dinâmica dos botões
no ensino do equilíbrio de Hardy -Weinberg
Metodologia
Parte 1
Foi utilizada uma caixa pequena com 100 botões, sendo 50 na cor preta e
50 na cor branca. Os botões representavam os alelos em uma população, e os
alunos formaram gametas aleatoriamente com os botões disponíveis. Os resultados
foram escritos no quadro branco e repassados para uma tabela impressa, onde
cada aluno completou com os resultados. Nessa tabela conteve as seguintes
informações:
·
Genótipo – total de indivíduos da população (O resultado foi 50).
·
Alelos (A e a) – total de alelos na população. O resultado foi 100 (dois
para cada gameta), sendo que para calcular a frequência será separado a valor
de cada alelo (A e a) para dividir com o total da população.
·
Classificação:
AA – representava o gene homozigoto recessivo de cor preta
Aa – heterozigoto de cor preta
Aa – homozigoto recessivo de cor branca
·
Tabela com os
resultados obtidos:
Realização do cálculo da frequência dos alelos:
Fórmula p + q
= 1 ou 100%
Obs: Os alelos foram calculados separadamente e divido pelo
total da população:
F (A) = Nº Total de A = 50/100 = 0,5 ou 50%
F (a) = Nº Total de a = 50/100 = 0,5 ou 50%
Alelo A: 0,5 Alelo
a: 0,5
p + q = 1 ou 100%
Parte 2
Cálculo da frequência
em indivíduos Aa, Aa e aa:
Fórmula p2 +
2 pq + q2 = 1
[f(AA)]
[f(Aa) + f(aA)] [f(aa)]
AA: resultado da
união de dois alelos A.
f(A) x f(A) = 0,5 x 0,5 = 0,25 ou 25%
aa: é a união de dois
gametas portadores do alelo a
f(a) x f(a) = 0,5 x
0,5 = 0,25
Aa: é formado quando
um gameta A masculino fecunda um gameta a feminino, ou um gameta a masculino
fecunda um gameta A feminino. Seguindo a regra do “ou”:
f(A) x f(a) + f(a) x f(A) = 0,5 x 0,5 + 0,5 x 0,5 = 0,25 +
0,25 = 0,5 ou 50%
f(Aa) = p . q
f(aA) = q . p,
portanto f(Aa) = 2 .
pq
A soma das
frequências será sempre 100%, obedecendo a seguinte fórmula: p² + 2pq + q² = 1
0,25 + 0,25 + 0,5 = 1
ou 100%
O resultado foi de 100%, afirmando o princípio da lei de
Hardy-Weinberg, onde:
“Na ausência de
fatores evolutivos (mutação, seleção natural, migração, deriva genética, etc.),
a frequência dos alelos não muda ao longo das gerações.”
A dinâmica tornou o assunto que parecia complexo em uma aula
muito produtiva e agradável. Os alunos ajudaram nos cálculos e preencheram a
tabela como solicitado. Ao final discutimos os novos conceitos (citados acima
no conteúdo) e dúvidas foram esclarecidas. Em resumo, houve a participação de
todos e muito empenho na realização das tarefas.
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| Botões utilizados na dinâmica |
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| Alunos formando gametas com os alelos (botões) |